Em 60 dias municípios de Boqueirão e Progresso entram duas vezes em situação de emergência

Primeiro foi à enxurrada e nesta semana os prefeitos encaminharam novos pedidos em virtude da estiagem

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Prefeito e secretária da Administração de Progresso com o decreto assinado essa semana

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Em Boqueirão tabaco registra perdas na produção de 32%

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Em Boqueirão o feijão sofre com a seca

 

Dez dias após os Municípios de Boqueirão do Leão e Progresso terem homologados pela Defesa Civil seus pedidos de situação de emergência devido às enxurradas registradas nos meses de setembro e outubro do ano passado, nessa semana os prefeitos Paulo Joel Ferreira (MDB) e Gilberto Gaspar Costantin (PDT) encaminharam novos levantamentos de perdas, desta vez em virtude da estiagem. Os pedidos de situação de emergência serão novamente avaliados pela Defesa Civil.

Conforme a Emater, em Boqueirão do Leão o setor primário tem sido o maior prejudicado com redução da produção em mais 32% nas safras de fumo, 80% na safra do milho, 70% nas hortaliças, 80% da soja, 60% do feijão, 17% pecuária de corte e 40% de perdas no setor leiteiro. Segundo o levantamento são mais de mil propriedades afetadas dentro do município, ocasionando 24 milhões de prejuízo no setor.

Segundo o prefeito Paulo Joel, a Secretaria Municipal de Agricultura tem intensificado nos últimos dias os trabalhos na aberturas de poços para captação de água para animais, enquanto que a Secretaria de Obras atua na distribuição de água para os domicílios mais afetados em caminhão com pipa. “Estamos buscando auxiliar o máximo possível todos os munícipes, dando preferência para os casos mais críticos”, comentou o prefeito.

PROGRESSO
Já em Progresso a forte estiagem que assola todo o território do município desde a segunda quinzena do mês de novembro de 2019 acarretou em sérios prejuízos às lavouras e produção rural. De acordo com o Laudo Técnico dos prejuízos decorrentes da estiagem foram constatadas perdas de 25% na produção de fumo, totalizando um prejuízo no montante de R$ 7.186.667,00. A cultura do tabaco já havia sofrido pelo excesso de chuvas durante o início de seu desenvolvimento, nos meses de setembro e outubro, interferindo negativamente no seu enraizamento, e no final de seu desenvolvimento a ocorrência da estiagem ocasionou a perda no desenvolvimento foliar da cultura. Na produção de leite o percentual de perdas foi de 20% e prejuízo de R$184.800,00. A estiagem vem interferindo no desenvolvimento das pastagens e na produtividade do gado leiteiro e o aumento no fornecimento de ração acarreta no aumento dos custos de produção. Na cultura do milho, o prejuízo provocado pela falta de chuvas está em 25%, tanto para o milho destinado ao grão, quanto ao milho destinado à silagem. Nessa cultura, as lavouras mais atingidas são as que começaram a pendoar em dezembro (2019) e janeiro (2020), chegando a quase 100% de perdas em lavouras em tal fase de desenvolvimento. O plantio de milho em grãos teve perdas de 25% e prejuízo de R$ 1.062.880,00. A produção de milho silagem também teve perdas de 25% e prejuízo de R$ 2.307.500,00. A avicultura de corte apresentou prejuízo de 1,2% e perdas no montante de R$ 8.500,00. Caso a estiagem persista por mais alguns dias, a estimativa é de perdas ainda maiores.
Agora, os decretos de emergências e os dados levantados serão repassados ao Governo do Estado para análise.

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